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A busca pelo próximo grande treinador chinês é tão importante como a do próximo craque

Gao Lin e Zheng Zhi mostram uma nova etapa para o futebol na China

Não é de hoje que o plano da China é ser um país forte no futebol.

Muito já se foi falado, debatido e lido sobre a ambição do seu atual governo, em especial do presidente Xi Jinping, de ter uma nação forte e com certa representatividade no esporte mais popular do mundo.

E para isso não é necessário apenas uma liga nacional com várias estrelas internacionais, ou técnicos renomados nos clubes ou ainda a seleção conseguindo bons resultados nas Eliminatórias.

A China entende que criar nos seus jovens o gosto pelo esporte é um dos pontos mais importantes para o futuro do futebol em suas fronteiras.

O outro ponto? Uma geração forte de treinadores chineses surgindo para conduzir os jogadores que surgirem nas categorias de base pelo país.

E esses futuros técnicos vão surgindo a cada ano, mesmo sem assumir nenhum clube chinês.

Os casos mais destacados desse cuidado da China em também terem bons treinadores nacionais é visto com Zheng Zhi, jogador do Guangzhou Evergrande, e Gao Lin, atacante do Shenzhen FC.

O primeiro é um meio-campo de qualidade no passe e com passagens pelo futebol inglês e escocês, além de ser o símbolo da era vitoriosa do Evergrande.

Quando deixou o Celtic em 2010 para ser transferir para o recém fundado clube do Cantão, Zhi era um herói nacional e capitão da Seleção Chinesa.

Aceitou o desafio e foi um dos pilares das conquistas da equipe, como por exemplo duas Champions League da Ásia, oito Super Ligas e o prêmio de Jogador Asiático do Ano (2013).

Desde 2019 o camisa 10 recebeu a missão de ser jogador-auxiliar técnico da equipe vermelha e segue aprendendo sob a batuta de Fabio Cannavaro.

Claramente a diretoria do Evergrande enxerga em Zhi como o futuro treinador da equipe, já que aos 39 anos, sua carreira dentro de campo já se aproxima do fim.

E seguindo o mesmo caminho está Gao Lin, atacante que até 2019 era companheiro de Zheng, e agora é o pilar chinês do Shenzhen no Chinesão.

Gao esteve em todas as convocações recentes da Seleção Chinesa e foi titular durante as campanhas das duas últimas Copas da Ásia pelos Dragões Vermelhos.

Após a demissão na última semana de Roberto Donadoni, Gao foi imediatamente indicado pela diretiva do clube ao cargo de auxiliar técnico do próximo treinador da equipe.

É provável que Jordi Cruyff seja o próximo treinador da equipe, segundo informações na China, e consequentemente o primeiro mestre de Lin na trajetória de se tornar um comandante no futuro.

A China segue forte com seu planejamento de se tornar uma potência no futebol. Apesar do freio em contratações bombásticas, o país não tem pressa em formar uma nação onde o jogo bonito corre pelas veias.

 

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