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A recepção no futebol asiático e a pré-temporada na China

O zagueiro Danny Morais relata a pré-temporada realizada em Xangai

por Danny Morais, atleta do Busan I Park

Cheguei a Coreia do Sul em janeiro e fui muito bem recebido no país e no meu novo clube, o Busan I-Park. Já havia renovado o contrato com o Santa Cruz por mais duas temporadas, mas com uma cláusula de liberação para equipes do exterior. 

Em 2016 tive uma proposta e resolvi permanecer no Brasil, mas esse ano o desejo de morar e voltar a jogar no exterior, uma vontade que eu já tinha há algum tempo, falaram mais alto. 

O país é impressionante. Organizado, limpo, seguro. Mudei com minha esposa e nossos três filhos e estamos gostando muito daqui.

O Busan é um time muito tradicional, que já foi campeão nacional quatro vezes e hoje está disputando a K League Challenge, a 2a divisão nacional. O nosso principal objetivo da temporada é voltar à 1a divisão e o time foi montado para isso. Começamos bem, com 2 vitórias nos 2 primeiros jogos.

Os jogadores são muito bons tecnicamente e uma obediência tática impressionante. O futebol é muito rápido e eles treinam muito. Tive 2 meses e muitos jogos amistosos para melhorar a adaptação antes de começar o campeonato.

Passamos uma semana na China, na fase final de preparação para a K League Challenge. Ficamos apenas em Shangai e utilizamos o centro de treinamento do Shanghai Shenhua, o time do Tevez.  

Empatamos com o Shenhua por 0 a 0 e perdemos para o SIPG por 4 a 2. Também enfrentamos alguns times chineses que faziam pré-temporada na Coreia do Sul. Jogamos contra o Tianjin Teda do Obi Mikel e o Yanbian, ambos da Super Liga da China. Também enfrentamos o Ye Teng da segunda divisão chinesa.

Contra o Shenhua, mesmo sendo um amistoso, o jogo acabou 0 a 0 e teve briga entre eles os chineses e os sul-coreanos no final. Briga de verdade, nariz quebrado, dedo quebrado… uma loucura.

O destaque com certeza foi para o time do SIPG, treinado pelo Villas Boas e que conta com o Hulk, o Oscar e o Elkeson. Além dos chineses do time serem bons, o que mais me impressionou foi a consciência tática e a maneira como os brasileiros estão levando a sério esse projeto. A qualidade deles é indiscutível, mas olhando a entrega e a disposição dentro de campo eu arrisco dizer que eles serão os campeões da Ásia. 

É natural quando jogador fora do país, que os estrangeiro se falem durante e depois dos jogos. Fomos muito bem recepcionados lá. Hulk, Oscar e Elkeson em especial foram muito atenciosos, com humildade e simpatia, conversando e tirando fotos com muito dos meus companheiros e, especialmente, com o tradutor do meu time.

Tenho contrato com o Busan de um ano com mecanismo de renovação para mais um. Vim preparado para ficar um bom tempo. Minha vida é isso. Gosto disso. 

Talvez alguns jogadores não escolheriam jogar na Arábia Saudita ou na Coreia do Sul, mas são grandes experiências de vida e um crescimento incrível, tanto como pessoa quanto como atleta. 

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