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Lugar de jogador chinês é na ... Europa!

Chegou a hora da Federação Chinesa abrir mão de querer os seus melhores talentos na Super Liga

Por vários anos os chineses se questionaram por não encontrarem jogadores do país atuando no futebol europeu.

Era importante para o povo sentir o país representado no continente com as melhores ligas e jogadores do mundo.

Apesar de Zheng Zhi e Li Tie terem atuado algumas temporadas no futebol inglês e da Escócia no início dos anos 2000, o povo queria algo mais representativo e com uma história mais longínqua.



A Federação Chinesa percebeu essa lacuna também e começou a povoar algumas ligas com jovens jogadores na categorias de base pela Europa.

Portugal e Espanha são os principais destinos de meninos que sonham chegar até os profissionais, mas esse intercâmbio também inclui Brasil, Argentina e Sérvia.

Ciente de que a China ainda está longe de produzir um super craque de nível internacional, daqueles que disputam os prêmios de melhores do ano da FIFA, o que o torcedor chinês queria era seus talentos sendo testados no velho continente.

Porém o pensamento dos cartolas chineses não eram exatamente o mesmo.

Muitos voltavam a clubes da Super Liga após completar a sua base em solo europeu ou quando estão próximos de receberem chances nas equipes principais.

Por exemplo a dupla Wei Shihao e Liyu Yang, ambos atualmente no Guangzhou Evergrande, mas fizeram suas bases respectivamente no Leixões e Gondomar SC de Portugal.



Entretanto foram rapidamente chamados para atuar no Chinesão, antes mesmo de terem chances na Segunda Liga, onde poderiam ganhar experiência.

Quem comanda o futebol por lá acredita que lugar de jogador chinês é nas ligas nacionais, para ajudar a fortalecer o futebol local.

Mas ao mesmo tempo que esse pensamento não seja totalmente errado, a Seleção Chinesa sai perdendo muito mais com essa volta abrupta aos clubes nacionais.

Talvez tenha chegado a hora de abrir mão de alguns talentos nos anos iniciais de suas carreiras para que no futuro eles formem uma base forte e com experiência internacional servindo o país nas Eliminatórias para Copa do Mundo e demais torneios de seleções.

Esse pensamento foi assimilado pelos Estados Unidos, percebendo que alguns jovens conseguem evoluir ainda mais longe da MLS, em clubes como Schalke 04, Borussia Dortmund e Bayern de Munique.

Wu Lei, por exemplo, ex-craque do Shanghai SIPG, jogou a temporada 19/20 pelo Espanyol e oscilou entre os titulares e reservas, mas já informou que mesmo com o rebaixamento da equipe para a La Liga 2, não vai voltar para a China.

O camisa 7 entendeu que atuar nesse nível só o faz crescer como jogador, tanto na parte técnica, como na tática, conhecendo outras metodologias, e também na parte mental, sabendo suportar melhor a pressão.

Atualmente a China conta com 21 jogadores nascidos no país e que atuam fora.

São quatro na Espanha, dois na França, um no Brasil, dois no Japão, oito em Portugal e quatro na Sérvia.

Apesar de nenhum ser um grande destaque, não ser o principal jogador de sua equipe, as experiências ganha atuando fora só fortalece a mente e qualidade dos atletas para que não sintam tanta dificuldade quando enfrentem as principais seleções da Ásia e do mundo.

 

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