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Marinho, o último atleta da Série A brasileira na China em 2017?

Cenário não diminui a importância do Brasil no país asiático

A chegada de Marinho ao Changchun Yatai neste último sábado foi o registro da primeira transferência de um jogador vinculado a um clube da primeira divisão do Campeonato Brasileiro à elite do futebol chinês em 2017. Júnior Urso, reforço do Guangzhou R&F e que atuou em 2016 pelo Atético-MG, era vinculado ao Shandong Luneng e sua transação é considerada interna ao mercado chinês.

Dado bem diferente do ano passado, quando no mesmo período três jogadores deixaram a elite do futebol brasileiro para jogar na China e outros quatro foram disputar a segunda divisão. Os números, até o momento, são similares à janela de meio de ano, quando o atacante Alan Kardec foi o único a deixar a Série A brasileira para jogar na Super Liga da China.

Marinho é apenas o terceiro jogador brasileiro que chega à elite do futebol chinês em 2017. Antes, desembarcaram no país os meias Oscar e Júnior Urso.

Será um sinal de que a China “esqueceu” o Brasil? Não necessariamente.

Afinal, o Brasil continua sendo o país estrangeiro com maior número de jogadores nas duas primeiras divisões do futebol chinês. São 22 brasileiros na Super Liga da China (ainda contando com Jádson) e 12 na Liga Um Chinesa, 25,6% e 27,3% em cada liga respectivamente.

A China tem contratado menos jogadores que estão no Brasil, mas não parou de contratar brasileiros. Entre janeiro e fevereiro de 2016, 11 brasileiros desembarcaram na Super Liga da China. Deste número, cinco saíram da Europa; quatro deixaram o Brasil e outros dois já estavam na Ásia.

Na janela de meio de ano de 2016, menos transferências foram registradas e apenas cinco brasileiros chegaram à Super Liga da China. Dois jogavam na Europa, outros dois na Ásia e apenas Alan Kardec vindo do mercado brasileiro.

Os três que chegaram para a temporada 2017 mostram novo equilíbrio nas transferências chinesas: Oscar deixou o Chelsea, Júnior Urso – que jogou pelo Atlético-MG em 2016 – pertencia ao Shandong Luneng e Marinho saiu do Vitória.

Cenário diferente do visto entre 2013 e 2015, quando o Campeonato Brasileiro (Séries A e B) foi o que mais colocou jogadores estrangeiros na China durante as janelas de começo de ano. Em 2016, a K-League (Coreia do Sul) liderou nas transferências de jogadores estrangeiros, deixando os campeonatos brasileiros, chinês e italiano em segundo lugar.

Também é necessário pontuar que alguns clubes chineses buscaram seus reforços no mercado interno, como o Hebei China Fortune, e outros nem contrataram, como o Jiangsu Suning. Sem contar que as recentes mudanças nas regras para jogadores estrangeiros fizeram negócios fracassarem e esfriou a procura por novos jogadores.

O Brasil não perdeu importância para a China. Não à toa, quatro das cinco maiores transferências do futebol chinês são de jogadores brasileiros. Além de jogadores, vemos treinadores e profissionais do futebol na primeira e segunda divisões do país. A novidade é que a China aumentou seu poder de compra e passou a fazer investidas na Europa, o maior mercado do futebol mundial, com variadas opções de grande qualidade técnica.

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