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Mesmo com limites de gastos e teto salarial, as equipes chinesas vão mostrando habilidade de mapeamento de mercado

Moisés e Romain Alessandrini mostram uma nova tendência na China

Após a Federação Chinesa de Futebol (CFA em inglês) começar a impor tetos e limites aos clubes do país na compra e nos salários de jogadores internacionais, muito se foi falado que seria o fim do “boom cultural” que a Super Liga teve em todo mundo após a chegada de nomes de peso.

Primeiro em 2017, quando a CFA limitou as equipes a pagar no máximo ¥45 milhões (3,6 milhões de euros) na contratação de um atleta estrangeiro ou ¥20 milhões para jogadores nacionais, freando assim as grandes quantias pagas por astros como Hulk, Oscar e Cédric Bakambu.

Quem ultrapasse esse limite teria que pagar a Federação a mesma quantia para que fosse investido na estrutura de base e no consequente desenvolvimento de jovens jogadores chineses.

Em 2020 foi anunciado o teto salarial de no máximo 3 milhões de euros por ano para estrangeiros e ¥10 milhões para chineses, com os atletas da Seleção Chinesa podendo ganhar 20% a mais que o valor dos atletas nacionais.

Com todas essas imposições e dificuldades, foi logo indicado que seria o fim da crescente qualidade técnica dos torneios chineses.

Mas o que está sendo visto até aqui na temporada é que os clubes estão sabendo se virar muito bem e acertar em contratações pontuais dentro dos parâmetros impostos pela CFA.

O meia Moisés, por exemplo, está sendo um dos destaques do Shandong Luneng. Jogando em várias posições no campo, inclusive já tendo atuado como zagueiro na vitória sobre o Guangzhou, o jogador é um exemplo do bom mapeamento dos chineses.

Romain Alessandrini, francês ex-Olympique de Marseille e Los Angeles Galaxy, é outro destaque “barato” no Chinesão atuando pelo Qingdao Huanghai. O ponta já marcou 4 gols em 5 jogos é um dos destaques da competição até aqui.

Eran Zahavi, atacante israelense do Guangzhou R&F, talvez seja o mais claro exemplo de um bom mapeamento para achar jogadores “under the radar” que “resolvam a parada em campo”.

Desde que chegou a equipe azul em 2016 por 7,6 milhões de euros do Maccabi Tel Aviv, o atacante marcou 101 gols em 115 jogos e é de longe o maior jogador da história da equipe.



A história de jogadores pouco conhecidos e que fizeram sucesso ainda conta com Fernandinho, hoje no Evergrande, Frank Acheampong, do Tianjin TEDA, Ricardo Lopes, do Shanghai SIPG, entre outros.

E mesmo com a felicidade dos chineses de terem em seu país jogadores como Paulinho, Anderson Talisca, Marouane Fellaini, Stephan El Shaarawy, entre outros, os limites de gastos não os impedem de cada vez mais evoluir em todos os âmbitos do futebol.

 

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