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Oscar, Tévez e Hulk para acabar com o jejum de títulos em Xangai

Desde 2012, cidade não vê uma de suas equipes levantar um troféu

Os clubes de Xangai roubaram a cena na janela de transferências na China para a temporada 2017. Enquanto o SIPG não poupou € 60 milhões, cerca de R$ 204 milhões, para contratar o meia Oscar, o Shenhua gastou € 10,5 milhões, cerca de R$ 35 milhões, para tirar Carlos Tévez da Argentina. Mesmo sem confirmação oficial, estima-se que o atacante receba o maior salário como jogador de futebol do mundo.

Apesar das grandes contratações e da fama de seus clubes, Xangai não vê uma de suas equipes levantar um troféu há quatro anos. Em 2012, o SIPG (na época Shanghai Dongya) conquistou a Liga Um Chinesa, a segunda divisão do país. Desde então, a cidade mais populosa da China não teve mais títulos para comemorar.

Time tradicional de Xangai, o Shenhua é tricampeão nacional mas nunca conquistou a Super Liga da China. Os títulos de 1962 e 1963 foram durante a era não-profissional do futebol no país, enquanto o de 1995 foi na segunda edição da antiga Jia-A League, a primeira divisão do futebol chinês até 2003. A última edição da Jia-A seria do Shenhua, mas o título foi retirado em 2013 após a descoberta de manipulação de resultados.

Assim, o novo time de Tévez está na fila desde 2001, quando venceu a Supercopa da China contra o extinto Dalian Shide. Porém, o torneio que coloca o campeão da Super Liga e o da Copa frente a frente não tem grande importância para os torcedores locais. Em 2016, o Shanghai Shenhua volta à Champions Asiática após um hiato de cinco anos. Desde 2011 a equipe não disputava a competição continental.

Profissionalizado em 2006, o Shanghai SIPG tem apenas dois títulos em sua história: a Liga Dois Chinesa, terceira divisão, em 2007 e a Liga Um Chinesa, segunda divisão, em 2012. Mesmo com menos títulos que o rival, o SIPG conquistou resultados mais expressivos nos últimos três anos. A equipe foi 5º, vice-campeão e 3º lugar na Super Liga da China, enquanto o Shenhua amargou 9ª e 6º lugares, até a 4ª colocação na temporada passada.

Em 2016, o SIPG disputou pela primeira vez a Champions Asiática. E logo na estreia, a equipe chegou às quartas de final, feito que o rival Shenhua alcançou apenas uma vez em sete participações. O SIPG não almeja ser apenas o melhor da cidade. Com a vinda do técnico português André Villas-Boas o clube quer dominar o futebol chinês e asiático. Nem que seja necessário gastar fortunas para isso.

Antes grande revelador de jogadores como Wu Lei (na foto), Zhang Linpeng (hoje no Evergrande) e Cao Yunding (hoje no rival Shenhua), o SIPG vem aumentando seus investimentos após ser comprado pelo grupo que gere o Porto de Xangai em 2015. As contratações do ganês Asamoah Gyan, do uzbeque Odil Ahmedov e dos brasileiros Hulk, Oscar e Elkeson custaram no total € 150,3 milhões, cerca de R$ 545 milhões, aos cofres do clube.

Gastando menos que o rival, o Shenhua roubou a cena em 2012 ao contratar os atacantes Nicolas Anelka (em janeiro) e Didier Drogba (em julho). A passagem de ambos terminou logo em 2013 e a equipe passou a fazer investimentos menores. Até que em julho de 2015 e em janeiro de 2016, o Shenhua gastou € 26 milhões, cerca de R$ 102,5 milhões, primeiro pelo senegalês Demba Ba e depois pelo colombiano Fredy Guarín.

Tanto SIPG quanto Shenhua contrataram novos técnicos para a temporada. A equipe de Hulk, Oscar e Elkeson assinou com o português André Villas-Boas, enquanto o Shenhua apostou no uruguaio Gustavo Poyet.

Os dois grandes clubes da cidade mais populosa da China iniciam 2017 cercados de grande expectativa. SIPG e Shenhua começam suas temporadas na 3ª e última fase qualificatória da Champions Asiática enfrentando Sukhothai (Tailândia) e Brisbane Roar (Austrália), respectivamente, nos dias sete e oito de fevereiro. E pretendem tirar Xangai da fila de espera.

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