Ir para o conteúdo principal

China Brasil Futebol

  1. Histórias da China >
  2. Renato Augusto e as portas abertas da Seleção

Renato Augusto e as portas abertas da Seleção

Desempenho do meia permite que “chineses” sonhem com a amarelinha

O futebol chinês passou a fazer parte do cenário da Seleção Brasileira, apesar da desconfiança de parte da torcida e da imprensa. E após o Brasil engatar a sequência de seis vitórias consecutivas, a saída dos “chineses” das convocações do técnico Tite parece pouco provável.

Mas nem sempre foi assim. Apesar das crescentes ondas de investimento no futebol chinês, o país continuava (e continua) a ser tratado com desdém pelo Ocidente. Ainda vivemos num país em que ser jogador na China significa encerrar a carreira para ganhar milhões. Até que um atleta se destacou e abriu as portas para que muitos outros “chineses” possam sonhar com a camisa amarelinha.

A história começa com a convocação de Diego Tardelli para a disputa da Copa América de 2015 no Chile. O atacante até fez um gol durante a preparação para o torneio, na vitória por 2x0 contra o México. Mas a eliminação precoce para o Paraguai nas quartas de final atrapalhou o ex-atacante do Atlético Mineiro e o meia Éverton Ribeiro, jogador do Ah Ahli, dos Emirados Árabes.

O que parecia o fim para o futebol asiático na Seleção ganhou novos contornos após as transferências de Gil e Renato Augusto ao Shandong Luneng e ao Beijing Guoan, respectivamente, ainda na última Era Dunga. O meia não só manteve a convocação como também a titularidade na equipe durante as partidas das Eliminatórias e da Copa América Centenário, nos Estados Unidos.

Renato Augusto se destacou nos empates nas Eliminatórias e na decepcionante queda na Copa América. A coroação do meia de 28 anos veio durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Renato Augusto comandou o meio de campo com garra, técnica e liderança. Mostrando alto nível de jogo, o meia ajudou a Seleção a conquistar o inédito ouro em Olimpíadas.

Após a chegada do técnico Tite, Gil e Renato Augusto foram mantidos na Seleção e ainda viram a chegada do meia Paulinho, que para muitos foi o grande destaque do futebol chinês em 2016. Os meias ex-Corinthians passaram a formar a dupla titular à frente de Casemiro/Fernandinho, com exceção do jogo contra a Bolívia por conta da suspensão de Paulinho.

Inegável que Tite tem confiança no trio “chinês”. Mas a confiança sozinha não conquista vaga, e o treinador já mostrou isso anteriormente no Corinthians e agora na própria Seleção. Titular nas duas primeiras partidas do novo técnico, William foi para o banco após Philippe Coutinho entrar com boas atuações.

Também é inegável que o desempenho de Renato Augusto provou que é possível estar na China e jogar futebol em alto nível. O que não significa que todos os “chineses” conseguirão uma vaga na Seleção. Assim como alguns bons jogadores no Brasil e na Europa também ficarão apenas com o sonho. Mas se hoje as portas estão abertas para os que jogam na China, muito se deve ao trabalho e esforço de Renato Augusto.

Comentários