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Alan Kardec: temporada para superar expectativas

Confira nosso papo exclusivo com o atacante brasileiro

Desde julho na China, o atacante brasileiro Alan Kardec, ex-São Paulo, Vasco e Palmeiras, aposta no preparo físico particular como diferencial para incrementar sua atuação pelo Chongqing Lifan, clube que disputa a Super Liga da China. Depois da recepção como estrela no aeroporto de Chongqing, onde foi acolhido pela torcida e imprensa local, ele se adapta à vida na cidade, treina em dois turnos e conta com a ajuda de tradutores para facilitar sua adaptação à cultura local. Até agora, a estadia no país superou as expectativas do jogador. Agora, é ele quem quer superar a expectativa da torcida: o jogador aposta no treinamento funcional particular como diferencial para se destacar dentro de campo. "Quero estar mais forte, ágil e evitar lesões".
 
Confira a seguir a íntegra da entrevista.  
 
Já adaptado à vida na China?
Já estou adaptado ao país e a cidade. A cidade é no interior, porém a cidade é grande e não nos falta nada. Conseguimos achar de tudo por aqui.
 
Quais as diferenças principais que você encontrou no futebol chinês para o São Paulo?
A cultura é bem diferente. Mas acho que a grande diferença que percebi foi na questão da estrutura do clube. Eu me adaptei super bem, porém os costumes são bem diferentes. Acredito que em pouco tempo teremos grande evoluções e melhorias.
 
Como é a sua rotina de treinos no Chongqing Lifan?
A rotina é algo normal, parecido com o Brasil. Aqui treinamos na boa parte dos dias nos horários da tarde. Temos bons profissionais na comissão técnica e dois deles são brasileiros (Lucas Cerqueira e Paulo Fuka). Isso me ajudou muito também.

Em relação ao preparo físico, está empolgado com o trabalho de seu preparador particular?
Estou muito animado com a preparação que já tenho há quase um ano. Isso ajuda muito e o principal foco que tenho no trabalho particular é me capacitar cada vez mais. Quero estar mais forte, ágil e evitar lesões.

 
Você ja vinha fazendo treinamento com o Fabio Padilha (professor do Time Villeroy) há alguns meses no Brasil. Desde quando especificamente e por que decidiu começar?
Já trabalhamos juntos desde o começo do ano. A primeira questão que pensei no meu lado individual foi no ganho de força e agilidade. A partir disso, eu e meu empresário Marcos Kasseb resolvemos procurar um bom profissional com um trabalho de muita excelência para colocarmos em pratica nossos objetivos. Como ele já tinha o Douglas no Barcelona fazendo um trabalho muito bom e como eu também já conhecia o Douglas Costa por jogarmos juntos na seleção sub-20, que sempre compartilhou dos seus treinamentos individuais, decidi por experimentar e sei que foi uma decisão acertada.
 
Que tipo de atividade proposta por ele mais te agrada?
Não existe alguma atividade específica. Todos nossos treinos são paralelos aos treinamentos diários no clube. Todos os treinamentos são de uma excelência muito grande, então todos eles são ótimos. 
 
O que o funcional agrega em relação ao seu desempenho em campo?
O treino funcional ajuda de muitas formas. No ganho de força, agilidade e também prevenção de lesões. Acredito que esses fatores sejam os principais no meu caso em específico. Por ter uma boa estatura e por atuar como centroavante, acredito que seja uma posição no campo que exija muito de movimentações, agilidades, força, entre outros... Então todo o contexto de treinamentos tem me ajudado muito.


 Como está sentindo a recepção da torcida na China?
 A recepção foi muito boa. Surpreendente. Não acreditava que muitas pessoas estariam me esperando no aeroporto como foi na minha chegada. E o carinho deles é muito bom. Estão sempre enchendo o estádio e apoiando a equipe em todos os momentos. Quero fazer tudo por eles dentro de campo para dar alegrias para nossa torcida.
  
Há mais cobrança e expectativa em cima de você por ser um atacante brasileiro?
A cobrança sempre existirá e com ela vem a expectativa de ser um estrangeiro com passagens por grandes clubes. Isso é algo natural, e tenho me sentido muito bem junto com meus companheiros que procuram sempre me ajudar também.


 
E como faz para se comunicar com o técnico e demais jogadores do time?
A comunicação na linguagem chinesa é muito difícil. Não dá para entender o que falam e escrevem. Por isso temos intérpretes na equipe que ajudam na comunicação. Não são todos que falam inglês, meu inglês também não é dos melhores (rsrs), mas dentro de campo todos se entendem.

 

Por Lara Ely, Time Villeroy.
 

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