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Aloísio solta o verbo em papo exclusivo com o China Brasil Futebol

Atacante brasileiro não poupa nas críticas ao seu antigo clube

O atacante brasileiro Aloísio, ex São Paulo, Grêmio, Chapecoense, entre outros clubes, fala com o China Brasil Futebol sobre o seu novo time na China, o Hebei China Fortune. Fala também da difícil negociação e relação com a diretoria do seu ex clube, o Shandong Luneng. Sobre o seu novo treinador Manuel Pellegrini e quem ele acha que vai ser o campeão do Campeonato Brasileiro e muito mais.

Confira o nosso papo exclusivo com o Boi Bandido: 

 

Após quase 2 anos no Shandong Luneng, em Jinan, quais são as suas primeiras impressões de Qinhuangdao e do Hebei China Fortune?

R: Não tenho o que reclamar das duas cidades. Vivia muito bem em Jinan e estou vivendo muito bem aqui também. No começo as dificuldades são um pouco maiores, como foi lá em Jinan, mas aos poucos vamos encontrando tudo. 

O quão difícil foi tomar a decisão de deixar o Luneng no meio da temporada? O que aconteceu com a chegada do Felix Magath pra fazer você sair do Shandong? Ele que quis sua saída para adicionar outros estrangeiros ou a decisão foi sua?

R: Não teve nada a ver com o treinador. Eu que pedi pra ser negociado porque não queria mais jogar pelo Shandong. Eu tinha uma renovação de contrato em mãos de mais três temporadas e em algumas conversas com a diretoria eu senti que iria demorar um pouco mais que o previsto. Cobrei eles sobre a assinatura do contrato e me passaram que o time não vinha bem que eu teria que esperar um pouco mais. Como fui artilheiro da Super Liga da China do ano passado fiquei muito triste com isso e acabei pedindo pra ser negociado. O Presidente do clube e os diretores não entendem muito de futebol e isso pesou também na hora de sair.

Como você foi recebido pelo elenco do Hebei?

R: Fui muito bem recebido. O pessoal aqui é muito gente boa, meninos humildes, tanto os estrangeiros, quanto os chineses. Eles já me conheciam e eu também já conhecia alguns jogadores do clube, isso facilitou bastante a minha adaptação. 

E o contato com os estrangeiros do Hebei? É um time com 6 estrangeiros, incluindo você. Já têm alguma ideia de como vai ser quando todos estiverem com condições de jogo, quem irá pro time B. Isso já foi discutido?

R: Os estrangeiros são pessoas boas também e super profissionais. Me receberam muito bem e estamos trabalhando pra cada dia melhorar o nosso ambiente e cada vez mais ir se conhecendo melhor. Sobre quem vai para o Time B, quando todos estiverem em condições, isso vai ser discutido. Não temos ideia ainda. Mas vamos esperar e continuar trabalhando e na hora certa a diretoria vai tomar a decisão. 

Além do Hebei, você teve propostas de outras equipes chinesas ou de outras ligas? Teve outra equipe que você ponderou ir além do Hebei? O retorno ao Brasil era uma real opção?

R: Tive algumas propostas daqui da China quando falei que não jogaria mais pelo Shandong. Prontamente apareceram muitas coisas. De fora da China também tiveram alguns contatos de times do Oriente Médio e Rússia. Mas o Hebei entrou em contato comigo e com meus empresários e começamos a conversar. Foi uma proposta boa e com um tempo curto de contrato e isso pesou na hora da minha escolha. No Brasil tiveram alguns contatos, alguns times que estão brigando pelo título do Campeonato Brasileiro, mas não passou disso. Até porque eu não estava livre no Shandong, tinha um contrato, e era preciso negociar com o clube. 

No pouco tempo que você está em Qinhuangdao, quais são as diferenças em relação a Jinan?

R: Olha eu não vejo muita diferença entre as duas cidades. Jinan é bem maior, mas aqui tem praia, então eu gosto das duas cidades. 

E quais diferenças você já pôde ver nas instalações dos dois clubes?

R: Os clubes têm estruturas diferentes no momento, até porque a estrutura do Shandong é uma coisa impressionante, uma das 10 melhores do mundo. Nunca tinha visto algo igual, nem parecido. Mas não adianta ter uma mega estrutura e não ter presidente e diretores que são capazes de fazer um bom trabalho, como eu disse antes. Aqui no Hebei eu também tenho tudo pra poder trabalhar bem. E eles estão com um projeto muito bom para os próximos anos, vão construir um Centro de Treinamento e um Estádio totalmente novos, porém com uma ideia totalmente diferente do Shandong. Aqui são muito profissionais e entendem de futebol, sabem o que estão fazendo. Lá em Jinan eu me identifiquei muito com o torcedor, me apoiavam muito e me ajudaram nos anos que fiquei lá e sou muito grato por isso. Aqui ainda estamos começando e vou fazer o meu melhor pra deixar o torcedor do Hebei feliz.

Com a recente convocação do técnico Tite para a Seleção Brasileira incluindo três jogadores da Super Liga da China, você ainda sonha em ser chamado também?

R: Não. Jogando aqui na China acho muito difícil. Talvez se eu continuasse fazendo um bom trabalho no São Paulo poderia um dia ser chamado, mas aqui é impossível. 

Como foi a experiência de ser treinado por um técnico chinês pela primeira vez, já que seus únicos técnicos na China foram o Cuca e o Mano Menezes? Qual era o estilo do Li Tie no dia dia de trabalho? E como você recebeu a notícia da admissão do Manuel Pellegrini?

R: Muito boa, gostei muito de trabalhar com ele. Me surpreendeu bastante a forma de trabalhar, espero que eu possa um dia voltar a trabalhar com Tie. Agora vamos ter um treinador mundialmente conhecido, já ouvi muito bem dele e que é um grande treinador. Espero poder contribuir juntamente com ele pro crescimento do futebol aqui na China. 

E pra fechar, você está acompanhando o Campeonato Brasileiro? Tá torcendo por quem?

R: Ultimamente não acompanhei mais de perto porque com a mudança ficou um pouco mais difícil. Mas sempre procuro saber como está o Campeonato. Eu tava torcendo pro São Paulo vencer o título, mas não vai dar esse ano. Acho que quem vai ser campeão é o Atlético-MG (risos).

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