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Atacante Diego Barcelos jogou no Guangzhou antes do clube ser comprado pelo Evergrande Group

Ex jogador do Internacional ficou 2 temporadas na China e fala de sua experiência no país

Diego de Lima Barcelos, junto com seu irmão Diogo, eram grandes promessas das categorias de base do Internacional. Mas a falta de oportunidades na equipe profissional fez com que ele e o irmão seguissem caminhos diferentes e rodassem pelo mundo do futebol.

Após passagens por Santos, Figueirense e Sport, Diego embarcou para uma nova aventura e ao lado de seu irmão. A China e o Guangzhou GPC os esperavam em 2008. Dois anos depois, os irmãos deixaram o clube, que foi rebaixado para a segunda divisão do país e mudou de dono. E mais tarde, se tornaria pentacampeão chinês como Guangzhou Evergrande.

Diego continua sua viagem pelo mundo da bola e passou pelo Nacional (Portugal), AEL Limassol (Chipre) e Police United (Tailândia), até assinar com o clube português Varzim. Em entrevista ao China Brasil Futebol, o atacante de 31 anos relembra sua passagem pelo clube do Cantão e se surpreende com o sucesso repentino do ex-clube.

1) Você chegou no antigo Guangzhou GPC em 2008 mas ficou na China por apenas um ano. Como foi sua experiência e por que ficou apenas uma temporada lá?
Diego: Joguei duas temporadas no Guangzhou, 2008 e 2009. Foi uma experiência maravilhosa, cultura totalmente diferente da nossa, gostei muito dessa oportunidade que tive de jogar na China, foi um aprendizado muito bacana para a minha vida.

2) Quais foram suas impressões do futebol chinês e da liga chinesa na época?
Diego: Foram as melhores, campeonato muito bem organizado, estádios cheios, torcedores apaixonados pelo futebol, uma liga bem disputada, gostei muito.

3) Quando você jogou no Guangzhou, ele era patrocinado pela Guangzhou Pharmaceutical Holdings. Como eram as estruturas e instalações do clube na época?
Diego: A estrutura não era das melhores, tinha apenas um campo de treino, não tinha vestiário, mas isso fazia parte da cultura deles, agora que a China mudou. Mas em termos de material, eram muito bons, materiais novos da Nike, não tive problema quanto a isso.

4) Depois você passou pelo futebol português, de Chipre e da Tailândia. Qual país te trouxe as melhores lembranças?
Diego: Gostei de todos, mas a melhor lembrança foi de Portugal, vivi 4 anos e meio na ilha da Madeira, uma cidade maravilhosa, o clube era muito bom também. País maravilhoso pra se viver e um campeonato muito bom de jogar.

5) Você acreditaria se te dissessem que aquele Guangzhou em que você jogou em sete anos seria a melhor e maior equipe do país?
Diego: Olha no final da temporada em 2009 quando saí, um mês depois, rebaixaram o time por comprar jogos, foram presas várias pessoas do clube, inclusive o empresário chinês que me levou. Então, depois o Guangzhou já começou a investir pesado. Tudo indicaria que eles voltariam muito fortes, só não imaginava que fosse ser tão rápido, e hoje virou uma referencia mundial.

6) No seu período no Guangzhou GPC, você jogou com o hondurenho Luís Alfredo Ramírez, que era o maior artilheiro estrangeiro da Super Liga Chinesa até este ano. Como foi jogar com ele e como é Luís Ramírez?
Diego: Foi um prazer, além de ser um excelente jogador, fazedor de gol nato, é um grande amigo, apesar de nos falarmos pouco hoje. Fomos muito amigos lá, ele me ajudou muito quando cheguei à China e fico feliz de ter conhecido pessoas no futebol como ele.

@HartungLeo

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