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Bruno Meneghel vê 2016 positivo e elogia dupla com Marcelo Moreno

Atacante fez seis gols pelo Yatai e clube escapou do rebaixamento

Por Leonardo Hartung

Em julho, o Changchun Yatai se encontrava na lanterna da Super Liga da China. Com esse pano de fundo, a equipe anunciou a contratação do atacante Bruno Meneghel. Após seis meses nos japoneses do Cerezo Osaka, o ex-Vasco e Náutico aceitou a missão de salvar o Yatai do rebaixamento. Com seis gols em 20 partidas, o objetivo foi cumprido.

Bruno Meneghel revela com exclusividade ao China Brasil Futebol como foi sua chegada ao Yatai, seu período no Japão e fala de seu parceiro de ataque, o boliviano Marcelo Moreno.

ChinaBrasilFutebol: Você está desde a metade de 2012 no futebol asiático, cinco anos na China e seis meses no Japão. Quais as diferenças você sentiu no futebol dos dois países?

Bruno Meneghel: O futebol chinês vem crescendo a cada ano e os estrangeiros têm ajudado nisso. No Japão o futebol está consolidado. Existe a diferença, mas não são tão grandes, até porque a China vem investindo muito no desenvolvimento do futebol, principalmente na parte estrutural dos clubes.

ChinaBrasilFutebol: Seu primeiro time na China foi o Qingdao Jonoon em julho de 2012. Como foi sua adaptação ao país na época?

Minha adaptação foi rápida e não tive problemas, tanto dentro, quanto fora de campo. O estilo de jogo me ajuda muito, que é de velocidade e força. Claro que era um desafio para mim, mas foi tranquilo. Procurei me dedicar ao máximo desde o início.

ChinaBrasilFutebol: Em janeiro de 2014 você acertou com o Dalian Aerbin, onde ficou por duas temporadas até acertar com o Cerezo Osaka do Japão. Como foi a mudança de países dentro do continente?

Já estava há alguns anos na China e quando surgiu a chance de defender o Cerezo Osaka, que é um dos grandes clubes da Ásia, fiquei feliz e encarei o desafio. O Japão é um país lindo também e que ama o futebol. Não poderia deixar de aceitar. Foi pouco tempo, mas de muita intensidade.

ChinaBrasilFutebol: Logo em julho você retornou à China para jogar no Changchun Yatai. Como você avalia sua primeira temporada na equipe?

Avalio de forma positiva. Quando cheguei ao clube, a equipe estava na zona de rebaixamento do Campeonato Chinês e conseguiu se recuperar bem na reta final com uma boa sequência de vitórias. Deu tudo certo e o principal objetivo foi alcançado.

ChinaBrasilFutebol: Dos três clubes chineses que você passou, qual deles possui as melhores estruturas para o jogador profissional?

Os três clubes investem bastante nesta parte física e são bem parecidos neste sentido. Na China, há um movimento grande para que o futebol continue evoluindo. Eles estão em constante mudança para desenvolver ainda mais o esporte no país e isso vem dando resultado.

ChinaBrasilFutebol: Você hoje é comandado pelo Lee Jang-Soo, mas também foi comandado por outro sul-coreano Chang Woe-Ryong, que hoje treina o Chongqing Lifan. Como são os dois treinadores e como eles trabalham?

Os treinadores asiáticos trabalham de forma intensa a parte tática e isso é muito importante. Eles cobram bastante dos jogadores, até porque querem vencer sempre, e estudam muito para fazer com que a equipe evolua. Gosto dessa intensidade deles, pois nos ajuda em campo.

ChinaBrasilFutebol: O que você pode falar da sua parceria com o Marcelo Moreno? Ele te ajudou bastante na chegada a Changchun?

Foi uma parceria que deu certo. Marcelo é um jogador muito inteligente, um goleador. Acredito que nos ajudamos bastante. Procurei dar meu melhor para ajudar a equipe na reta final da temporada e, felizmente, deu certo.

ChinaBrasilFutebol: O que você espera da temporada 2017 da Super Liga da China após a permanência do Changchun Yatai na primeira divisão?

Nós temos que procurar ter uma regularidade do início ao fim do campeonato para brigarmos nas primeiras posições da tabela de classificação. O clube tem procurado se reforçar para fazer um grande ano.

 

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