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Como as convocações de Marcello Lippi evidenciam a supremacia Guangzhou Evergrande

Sete dos 25 jogadores chamados são do time hexacampeão nacional

Por Leonardo Hartung

O Guangzhou Evergrande não é a melhor equipe da China apenas por contar com o excelente trio Paulinho, Ricardo Goulart e Alan. Mais que bons estrangeiros, o clube do Cantão tem uma forte base de jogadores chineses e é constantemente o que cede o maior número de jogadores à Seleção Chinesa nos últimos anos.

Para os jogos contra Filipinas (sete de junho) e Síria (13 de junho), o técnico italiano Marcello Lippi convocou sete jogadores do Guangzhou Evergrande. A segunda equipe com mais jogadores convocados foi o Hebei China Fortune, que cedeu quatro jogadores e superou o Shanghai SIPG com três.

Desde a chegada de Marcello Lippi no comando da Seleção Chinesa, o Evergrande tem exatos sete jogadores na lista de convocados. O goleiro Zeng Cheng, os defensores Zhang Linpeng e Feng Xiaoting (foto), os meias Huang Bowen e Zheng Zhi (foto) e o atacante Gao Lin estiveram em todas as três listas do treinador italiano. O zagueiro Mei Fang foi substituído pelo ponta Yu Hanchao, que vive grande fase.

Dos sete jogadores, apenas o meia Huang Bowen não costuma ser titular na Seleção. Em testes fora de época, no início na disputa da recém-criada China Cup e semanas atrás em amistoso contra o Tianjin Quanjian, Marcello Lippi montou equipes alternativas sem deixar de lado os jogadores do Evergrande.

O meia Liao Lisheng e o atacante Wang Jingbin (foto), reservas da equipe do Cantão, foram chamados e jogaram. O que poderia mostrar uma preferência do treinador, na realidade só evidencia como o Guangzhou Evergrande domina o futebol do país.

Desde 2011, são 13 troféus conquistados em 25 competições disputadas. E o principal motivo é que o Evergrande se preocupou em montar o quanto antes a equipe mais forte possível com jogadores nacionais. Antes obrigado a contratar os destaques dos rivais, o clube busca hoje, e num futuro bem próximo, revelar seus próprios talentos.

A fórmula, inclusive, é implementada por outras equipes como Hebei China Fortune e Tianjin Quanjian. Mas ainda no ano de 2013, o próprio Marcello Lippi em entrevista já dava a receita do sucesso: “Um time de futebol é como um bolo, onde os jogadores estrangeiros são as cerejas e a massa do bolo é formada pelos jogadores daquele país”.

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