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Federação Chinesa estabelece teto de gastos para transferências

Transferências de estrangeiros acima de R$ 21,8 mi serão multadas

por Rodolfo Mohr e Eduardo Procópio
 

A Associação Chinesa de Futebol (CFA) determinou, em resolução divulgada hoje (14/06), um teto de gastos para transferências de jogadores estrangeiros e chineses. 
 
A partir da janela que será aberta em 19 de junho o valor máximo que se poderá pagar por cada contratação de estrangeiro é de 5,2 milhões de libras, o equivalente a R$ 21,8 milhões. 
 
Para contratações de jogadores chineses, o valor é de 2,3 milhões de libras, o equivalente a R$ 9,7 milhões. 
 
Essas cotas são a referência para cada transação e são intransferíveis. Na prática: o clube não poderá aumentar seu teto para compra de estrangeiros somando o valor do teto de chineses. 
 
Caso os clubes façam contratações acima do teto serão multados em valor a ser estipulado pela CFA e o dinheiro será destinado à Fundação de Desenvolvimento do Futebol na China, um fundo de investimento para as categorias de base do país. 
 
Há poucas semanas a Federação já havia criado uma taxação de 100% no valor das contratações realizadas por clubes com dívidas, realidade da maioria dos clubes chineses.
 
Com essas resoluções a CFA pretende estancar a bolha inflacionária produzida pelos clubes do país. Apenas nos últimos cinco anos, os chineses injetaram no mercado mundial de transferências de jogadores o valor de R$ 3,3 bilhões.


 
Proibido contornar a regra
 
A cada nova medida da Federação, os clubes reagem. A mais recente foi a partir da obrigatoriedade de atletas chineses Sub-23 nos times titulares da Super Liga da China. O que se viu é que esses atletas permaneciam poucos minutos em campo, sendo substituídos muitas das vezes logo nos primeiros minutos de jogo.
 
Para evitar manobras semelhantes no caso das transações entre clubes controlados por chineses no exterior, a Federação local também se preveniu criando um novo mecanismo.
 
Um exemplo é o caso da Internazionale de Milão e o Jiangsu Suning que tem os mesmos proprietários ou ainda o Granada da Espanha que tem os mesmos investidores do Chongqing Dangdai Lifan.
 
Por exemplo, caso a Inter contrate um jogador X por 20 milhões de libras e desejar emprestá-lo ao seu clube associado na China, o Jiangsu Suning, a Federação irá considerar a transação com o valor dos 20 milhões de libras, multando o clube por ultrapassar o teto de gastos com cada transferência.
 
O que muda
 
A tendência é de que os valores das transferências para o futebol chinês caiam drasticamente. Com a taxação aos clubes devedores e o teto de gastos é bastante provável que os clubes cumpram os valores estipulados pela Federação. 


 
E o objetivo dos chineses é justamente esse. Que se fomente o futebol de base no país e a promoção de jovens atletas nos times titulares dos elencos profissionais.
 
A medida é anunciada um dia após a China empatar com a Síria em 2x2 pelas eliminatórias asiáticas e praticamente dar adeus à vaga na Copa da Rússia de 2018.
 
A Federação Chinesa, ligada ao governo central do país, quer acelerar a formação de atletas chineses para garantir presença no Copa de 2022 no Qatar.
 

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