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Renato Augusto faz um balanço de sua primeira temporada na China

Meia do Beijing Guoan e da Seleção Brasileira falou com o China Brasil Futebol

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Por Leonardo Hartung

Titular do Beijing Guoan, Renato Augusto está em mais uma lista de convocados para a Seleção Brasileira. O ex-Flamengo e Corinthians esteve presente em todas as convocações desde que acertou com a equipe de Pequim em janeiro de 2016. “O nível do futebol da China ainda está longe do jogado nos principais centros do futebol, mas a gente vê a vontade que eles têm de querer evoluir sempre.

Renato Augusto e a Seleção Brasileira entram em campo no dia 23 de março em Montevidéu para enfrentar o Uruguai, e o Paraguai no dia 28, na Arena Corinthians. O meia de 29 anos falou com exclusividade ao China Brasil Futebol sobre o seu primeiro ano no Beijing Guoan. Renato Augusto também falou sobre a China e sobre o técnico Tite.

ChinaBrasilFutebol: Como você avalia sua primeira temporada na China? E como vê o nível do futebol chinês? Te surpreendeu?

Renato Augusto: O que posso dizer sobre minha primeira temporada aqui na China é que, individualmente falando, estive muito bem, na minha plenitude física e jogando praticamente todos os jogos. Já na parte coletiva, a equipe teve dificuldades no início da temporada, mas aos poucos se encaixou, soube reagir no campeonato e terminamos em quinto lugar. Pelo início difícil, até que não foi uma posição ruim. O nível do futebol da China ainda está longe do jogado nos principais centros do futebol, mas a gente vê a vontade que eles têm de querer evoluir sempre. A estrutura é boa, o investimento é alto, novos bons jogadores têm chegado, e isso só tem a aumentar a qualidade do jogo.

ChinaBrasilFutebol: Durante a temporada chinesa você trabalhou mais como meia armador atrás do centroavante, e como segundo volante ao lado de Ralf. Enquanto na Seleção você trabalha mais pelo centro, hoje com Paulinho ao seu lado, similar de como você jogava no Corinthians. Jogar de maneiras diferentes no clube e na Seleção auxilia ou atrapalha o atleta?

Renato: Essa versatilidade é boa para um jogador. Pelo menos, vejo dessa forma. Como sempre digo, aprendi a fazer essa leitura do jogo com mais precisão nos anos que joguei na Alemanha. Poder fazer várias funções em campo é só benéfica. Não me incomodo em jogar em mais de uma ou duas posições. Dá a chance ao treinador de poder mexer nas peças sem precisar fazer uma alteração, por exemplo.

ChinaBrasilFutebol: Qual é a importância do técnico Tite em sua carreira? E como foi o contato com ele após a chegada do treinador à Seleção Brasileira?

Renato: Eu sou suspeito para falar sobre o Tite. Além do baita profissional, é uma pessoa maravilhosa, com quem tive o prazer de trabalhar no Corinthians e conquistar títulos importantes. E poder revê-lo e reencontrá-lo na seleção foi muito legal, porque todos nós, brasileiros, já sabíamos que esse dia iria chegar, por tudo o que ele fez nos últimos anos pelo futebol. Ele se preparou para isso.

ChinaBrasilFutebol:  Como são as estruturas e instalações do Beijing Guoan?

Renato: Para os padrões dos clubes da China, são muito boas, até por ser o principal time da capital do país. Temos um bom estádio, com torcedores apaixonados que estão sempre presentes. O CT não é dos maiores, mas é bem funcional. E melhor: é colado ao condomínio onde moro. Vou até de bicicleta elétrica e nem preciso usar carro.

ChinaBrasilFutebol: No primeiro semestre de 2016 você trabalhou com o italiano Alberto Zaccheroni, que teve sucesso na Seleção Japonesa e na Liga Italiana. Mas logo no final de maio ele foi demitido. O que houve para a precoce queda de Zaccheroni?

Renato: O problema é que os resultados não estavam aparecendo da maneira como o clube imaginava. Ele é um bom técnico, tarimbado, mas a pressão acabou ficando muito grande. São aquelas coisas que, infelizmente, acontecem no futebol e a vida segue. Mas aprendi muito com ele.

ChinaBrasilFutebol: Para 2017, o Beijing Guoan terá o espanhol José Manuel González como novo treinador. O que você pode ver dele durante o período de pré-temporada?

Renato: É um estilo diferente do Zaccheroni, e conseguiu mexer com o grupo. Mas a mudança de treinador normalmente causa isso. Mas ele é muito bom, tem uma parte tática interessante e me surpreendeu muito positivamente. Tenho aprendido muito com ele. Fizemos bons jogos na pré-temporada. Agora é colocar em prática o que fizemos nesses últimos dias.

ChinaBrasilFutebol: Quais são as expectativas para a sua segunda temporada no futebol chinês?

Renato: As expectativas são boas. Já estou bem mais adaptado ao país, apesar de não ter tido dificuldades no ano passado. Mas depois de um tempo você acaba se sentindo melhor. Estamos bem, apesar de o clube praticamente não ter contratado. E ainda perdemos um dos melhores jogadores chineses do time. Mas taticamente a equipe está muito melhor. Espero que possamos fazer uma boa temporada, brigando na parte de cima desde o início do campeonato, o que não conseguimos em 2016.

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