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Sintonia Brasil-China: Paulinho canta hino chinês e chama atenção

Brasileiro mostra-se totalmente integrado a vida na China

“De pé! Vós que quereis ser livres. Nossos corpos e sangue serão nova muralha”.

É assim que se inicia a Marcha dos Voluntários, atual hino da República Popular da China, cantado pelo meio-campo brasileiro Paulinho, ex Corinthians e Seleção Brasileira, em jogo válido pela terceira rodada do campeonato nacional, diante do Shenzhen.

A canção foi adotada em 1949 quando o Partido Comunista Chinês assumiu o poder, e no ano de 2004, a Marcha dos Voluntários foi adicionada a constituição da China. Assim como no Brasil, antes de competições esportivas relevantes, o hino chinês ecoa em ginásios e estádios do país.

Não é a primeira vez que o volante, que agora atua pelo Guangzhou Evergrande, é flagrado cantando o hino chinês ao lado dos companheiros de equipe. Desde de 2015 atuando no país, com exceção da temporada 17/18 em que jogou pelo Barcelona, Paulinho soma quatro anos de China e sete títulos.

O jogador fez parte da safra de atletas brasileiros que se transferiram para atuar em solo asiático, como Hulk, Oscar, Alexandre Pato, Jadson, Renato Augusto, entre outros, incumbidos de elevar o padrão do futebol praticado pelos chineses.

A atitude do brasileiro é vista com bons olhos. São mais de 80 idiomas na terra de Xi Jinping, porém, o principal e o mais falado pelos 1,4 bilhões de habitantes, é o mandarim. Sabe-se da dificuldade de aprender e falar o idioma. Com isso, Paulinho demonstra respeito ao clube, ao país e principalmente a cultura em que está inserido.  

A sintonia entre Brasil e China têm se intensificado quando se trata de futebol. Provavelmente, na Copa do Mundo do Catar em 2022, outros brasileiros cantarão o hino chinês antes da partida começar. Os chineses acreditam que uma mistura de jogadores nativos e estrangeiros, farão a equipe ir mais longe na competição, além de popularizar o esporte no país.

Aloísio, o Boi Bandido, ex São Paulo, atua há mais de seis anos no país e já se naturalizou, o nome do atacante agora é Lue Guofu. Elkeson, que no Brasil atuou por Vitória e Botafogo, está na China desde 2012, e também se tornou cidadão chinês e carrega o nome de Ai Kesen. Ricardo Goulart é outro jogador cotado para atuar pela seleção nacional.

No caso de Paulinho, por ter disputado duas Copas do Mundo pela seleção pentacampeã, não é permitido atuar pelo país que lhe acolheu tão bem. Porém, o meio-campo compensa o alto investimento com boas atuações, títulos e o respeito demonstrado dentro e fora das quatro linhas. Seguindo o que pede a Marcha dos Voluntários: “A cada um compete o dever de lutar. De pé! De pé! De pé!”.

Texto de: Leonardo Vieira

 

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